A gestão da prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis, acaba de protagonizar mais um capítulo de descaso e desrespeito com os servidores municipais. Durante as negociações com o movimento grevista, a prefeita comprometeu-se a pagar os salários atrasados do mês de dezembro para todos os trabalhadores. No entanto, num gesto que pode ser classificado como golpista e desonesto, o acordo não foi cumprido, deixando centenas de servidores à mercê da incerteza e da indignação.

Esse tipo de conduta não apenas fragiliza a relação entre o poder público e os trabalhadores, mas também demonstra uma gestão marcada pela falta de compromisso com os pilares básicos da governança: diálogo, transparência e respeito. Um acordo firmado em mesa de negociação não é apenas um ato simbólico; é um pacto de confiança, que, ao ser rompido, expõe o distanciamento da prefeita das demandas legítimas da categoria.
Ao não honrar sua palavra, Débora Régis não só desrespeita os servidores, mas também escancara uma prática política que parece tratar direitos trabalhistas como moeda de troca e promessas como ferramentas de manipulação. Para uma prefeita que ocupa um dos cargos mais bem remunerados do país, a quebra desse compromisso soa ainda mais ultrajante.