Em nota de repúdio divulgada, nesta quarta-feira (20), a Membro da RS/PT municipal e nacional, Inglid Leila lamentou com indignação o feminicídio que ocorreu em Lauro de Freitas, na última terça-feira (19). A vítima foi assassinada pelo seu companheiro com golpes de marreta.

Confira na íntegra:
NOTA DE REPÚDIO – O LILÁS ENSANGUENTADO NÃO NOS CALARÁ!
Basta! Não aceitaremos que a vida das mulheres continue sendo ceifada pela violência machista que assola nosso país. As cenas brutais divulgadas em Lauro de Freitas nesta quarta-feira (20/08) escancaram a face mais cruel do feminicídio, justamente no mês em que deveríamos celebrar o Agosto Lilás, símbolo da luta contra a violência de gênero.
Este agosto, que deveria ser de mobilização e esperança, foi manchado de sangue. O lilás que representa a resistência das mulheres tornou-se ensanguentado pelo feminicídio, pela misoginia e pela omissão de um Estado que ainda falha em proteger nossas vidas.
Em menos de uma semana, fomos golpeadas por crimes bárbaros: o assassinato de três professoras em Ilhéus, e agora, em Lauro de Freitas, a morte brutal de uma mulher de 37 anos, atacada a marretadas pelo companheiro. Uma tragédia ainda mais revoltante porque suas filhas, de apenas 8 anos, também foi vítima da violência e a de 3 anos que assistiu. Até quando vamos assistir a essa guerra contra as mulheres sem uma resposta firme e imediata?
Exigimos respostas!
• Quais providências o poder público municipal tomou para acolher a família da vítima?
• Onde está a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres diante dessa barbárie? Ainda funciona para defender nós mulheres?
• Até quando vamos conviver com notas de pesar sem políticas concretas de prevenção, proteção e justiça?
Não podemos mais aceitar promessas vazias. É hora de fortalecer de fato a rede de proteção, ampliar os mecanismos de denúncia, garantir acolhimento imediato às vítimas e responsabilizar exemplarmente os agressores. O feminicídio não é “caso isolado”: é reflexo de uma violência estrutural e sistêmica que só será enfrentada com ação política, coragem e mobilização social.
O lilás ensanguentado é um grito de alerta. E o nosso grito é de resistência: Nenhuma a menos! Nenhuma vida a menos! O feminicídio não nos calará!
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Inglid Leila
Membro da RS/PT municipal e nacional