A Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Ricardo Nunes (MDB), pagou R$ 2,1 milhões, em parcela única, ao Grupo Top para que crianças e adolescentes tivessem um espaço municipal para formação durante os dias do desfile das escolas de samba no Carnaval, no Sambódromo do Anhembi.

A empresa afirmou, no pedido de licitação, que o público do projeto eram crianças entre 5 e 13 anos de idade, da Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA), e a partir de 14 anos, da Rede DaOra.
No entanto, o dinheiro foi utilizado para a criação de um camarote open bar com caipirinha, cerveja, gin, mojito, refrigerante, água e suco.
O pedido de patrocínio da empresa Top foi feito diretamente no gabinete da Secretaria de Cultura e aprovado em apenas 3 dias, a despeito do parecer contrário da própria pasta.
A acusação foi feita hoje (11) por Nabil Bonduki, ex-secretário municipal de Cultura em São Paulo. O arquiteto afirmou que entrará com uma representação no Ministério Público para investigar “esse e outros absurdos promovidos pela prefeitura na gestão do Carnaval”.
O Brasil de Fato pediu um posicionamento para a Prefeitura de São Paulo e o Grupo Top sobre o caso., mas não obteve retorno.