Em um laboratório a cerca de 1 hora de carro a noroeste de Londres, o químico Matthew Coulshed derrama um líquido cor de vinho forte em um grande jarro plástico. Frascos com minibotões de rosa, manjericão santo e outras ervas ficam na bancada, prontos para ser processados. Ele está mexendo nos ingredientes do Sentia, uma bebida destilada à base de plantas e sem álcool, que promete proporcionar “aquela sensação de dois drinques”, melhorando o humor de uma pessoa e tornando-a extrovertida e falante, sem as desagradáveis espirais de ansiedade, dores de cabeça e náuseas que a bebida alcoólica pode trazer. Além disso, contém apenas nove calorias por porção, bem como vitaminas

As vinícolas já investem há algum tempo em vinhos sem álcool. Mais recentemente, porém, houve um aumento significativo na venda de bebidas não alcoólicas ou com baixo teor. Segundo um estuda da IWSR, que analisa o setor de bebidas em 10 principais mercados – incluindo o Brasil –, as vendas atingiram US$ 11 bilhões em 2022, representando um crescimento de 37,5% em comparação com 2018.
Na prática e legalmente, o vinho sem álcool não é classificado como espumante. Existem duas maneiras de produzi-lo: gaseificando um suco de uva ou realizando a desalcoolização. Desde 2011 na Europa, e já disponível no Brasil, a Feixenet oferece um espumante sem álcool por R$ 81,22.